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Síndrome do Climatério

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Mulheres acometidas por mudanças hormonais a partir dos 40 anos de idade têm assistência de profissionais de saúde em todas as unidades básicas da Secretaria de Saúde (SES). Essa fase que vai até aos 65 anos, é chamada de climatério, período em que a mulher passa da vida reprodutiva para a não reprodutiva.

Em meio a inúmeras jornadas, como cuidar de filhos, casa, e trabalhar fora, as mulheres nessa determinada fase da vida passam por alterações nos hormônios, devido à diminuição do hormônio feminino chamado estrogênio. A Organização Mundial de Saúde defende essa transição do período reprodutivo (fértil) para o não reprodutivo – o climatério, como uma fase biológica e não um processo patológico.

Nesse momento, o corpo e o psicológico da mulher sofrem alterações, no entanto, mudanças nos hábitos podem melhorar e amenizar qualquer desconforto durante essa etapa.

O coordenador de ginecologia e obstetrícia da Secretaria de Saúde, Adriano Bueno Tavares, explica que climatério e menopausa têm definições distintas. “O climatério é a fase da vida da mulher. A síndrome do climatério são os sintomas que elas apresentam relacionados à queda da produção do estrogênio, como por exemplo, o calor, e a menopausa significa a última menstruação”, esclarece.

A menopausa, muito discutida entre o público feminino, é um marco no climatério, que corresponde ao último ciclo menstrual, reconhecido somente após transcorridos 12 meses sem a menstruação e ocorre entre os 48 e 52 anos. Já as queixas e sintomas descritos pela maioria das mulheres nessa ocasião, estão relacionados à síndrome do climatério.

Sintomas

Além da irregularidade no fluxo menstrual, os ciclos durante esse período ficam mais curtos e espaçados, até cessarem de vez. Os sintomas, durante a síndrome do climatério, podem variar de mulher para mulher.

De acordo com o ginecologista do Hospital Regional de Samambaia (HRSam), Demétrio Gomes, é possível identificar o início dessa fase. “O primeiro sintoma que leva à mulher a identificar se está na menopausa são os fogachos ou as ondas de calor que se caracterizam por deixar a mulher enrubescida, suada e com vergonha. Os fogachos são diurnos e noturnos, mas principalmente à noite, e são rápidos e freqüentes”, esclarece.

De modo geral, os sintomas mais comuns relatados pela maioria do público feminino, além da irregularidade menstrual e das ondas de calor, consistem também em insônia, irritabilidade, dores musculares, ressecamento vaginal, dor na relação sexual, diminuição da libido, entre outros.

Outras manifestações neuropsíquicas podem ocorrer, como relatos de ansiedade, nervosismo, irritação, baixa da auto-estima, tristeza e até depressão. Mas, de acordo com o Ministério da Saúde, essas manifestações podem aparecer também em qualquer outra fase da vida.

Tratamento

Segundo Demétrio, existem vários tratamentos, que vão desde medicamentos até mudanças de hábitos para aliviar os possíveis sintomas. A terapia hormonal, de acordo com ele, é a mais utilizada para a melhora da sintomatologia, porém existem outros métodos. “A terapia não hormonal também é muito utilizada para as mulheres que têm contra-indicação para o uso de terapia hormonal, como mudanças de hábitos, que incluem prática de atividade física, alimentação regrada, tomar sol, ter lazer, dormir bem, etc.”, explica.

A oferta de atividades de promoção da saúde, como participação em grupos terapêuticos, escuta qualificada, orientação sobre sexualidade, alimentação saudável, prevenção do câncer e das DST/AIDS, entre outras, são também ferramentas disponíveis na rede pública de saúde que contribuem para manutenção de uma vida mais saudável nessa nova etapa.

Em relação às dúvidas quanto a usar ou não medicamentos, como a reposição hormonal, Demétrio esclarece que cada mulher tem a sua prescrição. “A terapia hormonal deverá ser individualizada, respeitando as condições de cada mulher, como a presença de doenças, as contra-indicações, a vontade da mulher e as verdadeiras indicações, como por exemplo, fogachos e prevenção/tratamento da osteoporose”, informa. O médico complementa ainda que não se deve iniciar a terapia hormonal para prevenção primária e secundária de doenças cardiovasculares.

Mitos

Há vários mitos sobre o climatério, como por exemplo, que algumas mulheres ficam assexuadas; relacionam-se a função reprodutora com a função sexual ou até mesmo a diminuição da função do ovário com a redução da função sexual.

O ginecologista do HRSam explica que no início do climatério a função ovulatória ainda pode estar presente, portanto é preciso usar algum método contraceptivo próprio para a idade. “Existem muitos tabus em torno desse tema, que a mulher fica mais frígida sexualmente falando. A libido pode estar temporariamente diminuída, mas é possível reverter essa situação”.

A consulta ginecológica e a assistência à mulher no climatério devem ser realizadas anualmente, com exames gerais e preventivos. “É importante que a mulher estando nesse período passe pela intervenção médica para que envelheça com qualidade de vida. Se ela perde esse momento, pode sofrer quando tiver entre 70 e 80 anos”, orienta Adriano Tavares.

Todas as unidades básicas da Secretaria de Saúde têm atendimento para mulheres nessa fase

Fonte: http:www.saude.df.gov.br/

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