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O assunto é… DEMÊNCIA!

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“Todo mundo fica com problema de memória com a idade?”
“Se meu pai teve Alzheimer eu também vou ter?”

“Tem algum remédio pra prevenir demência?”

Costumo responder estas perguntas da seguinte maneira:

– demências acontecem por algum motivo que não se relaciona com a idade de forma direta. Porém, diretamente, pode se relacionar com diversos acometimentos ligados à saúde e integridade física, com O NÍVEL de desgaste físico que ocorre com o passar dos anos e a qualidade de vida que se teve, antes de seu surgimento. A genética também pode contribuir para o surgimento de demência, sem sabermos se de fato ela se manifestará. POR QUÊ?

Porque há muitos e muitos fatores que levam à perda de neurônios podendo originar um quadro demencial, como por exemplo:

• falta de suprimento sanguíneo o qual leva nutrientes para estas células (isquemias ou infartos cerebrais constantes levando à demência vascular cerebral);
• carência ou descontrole de suprimentos para o bom funcionamento dos neurônios (como no caso da diabetes onde a falta ou descontrole da glicose pode afetar as células do cérebro levando às falhas da memória e baixo nível de atenção devido índice alterado da glicose, muito importante fornecedora de energia para o funcionamento neuronal);
• intoxicação pelo excesso de álcool de forma constante bem como substâncias alucinógenas (alcoolismo, adicção);
• intoxicação celular através de resíduos acumulados por mau funcionamento do metabolismo ao utilizar as substâncias de manutenção e nutrição das células (acúmulo progressivo de substâncias proteicas de forma desorganizada, como no Alzheimer levando à falha progressiva de memória e suas habilidades gerais);
• episódios convulsivos (“queima neuronal” como nas epilepsias levando às falhas de memória proporcionalmente à intensidade das crises);
• traumatismo craniano levando à destruição de tecidos cerebrais, os quais são formados pelos neurônios (acidentes que podem resultar desde falhas de memória até alterações comportamentais);
• má formação celular ou alterações da anatomia cerebral (síndromes congênitas, doenças genéticas que podem resultar desde falhas de memória até alterações comportamentais e dificuldades motoras);
• morte celular por desgaste de células neuronais (devido stress, fadiga, uso abusivo de medicamentosestimulação precária das funções mentais que podem resultar desde falhas de memória até alterações comportamentais);
• alterações psíquicas (como no caso da depressão que leva a um desinteresse do mundo externo empobrecendo os estímulos importantes para manutenção dos neurônios podendo levar a uma pseudodemência).

E cada sinal clínico citado, surge devido várias causas, por exemplo:

 isquemias ou infartos cerebrais: que podem ser de origem genética, adquirida, alterações da pressão sanguínea de forma expressiva, doenças cardíacas, câncer, diversos fatores que se relacionam com a qualidade de vida…

– alcoolismo, uso de drogas: ocorrem devido qualidade de vida, qualidade do bem estar sócio cultural, desenvolvimento de hábitos prejudiciais à saúde, fatores emocionais e/ou psíquicos…

– diabetes e outras doenças hormonais: que podem ser de origem genética, adquiridas devido qualidade de vida e qualidade da alimentação anterior ao quadro, alterações estruturais ou metabólicas…

– Alzheimer: ainda não sabemos a origem, mas nos parece relacionar com a genética, estimulação precária dos neurônios, hábitos culturais, baixo nível de escolaridade, raça, psicossomatização, qualidade de vida…

– epilepsias: ocorrem devido diversos quadros neurológicos de origem genética, doenças autoimunes, síndromes congênitas, uso abusivo de drogas, síndromes adquiridas, uso de medicamentos sem controle…

– acidentes: perfurações, esmagamentos, rompimentos de estruturas cerebrais…

– diversas síndromes e doenças: que podem envolver as estruturas neuronais alterando o funcionamento dos neurônios…

– estresse e fadiga: como no caso da demência senil que se relaciona com a perda de células de acordo com o passar do tempo e acúmulo de experiências negativas…

– depressão: o indivíduo “se desliga” do mundo externo e deixa de estimular suas habilidades mentais, desenvolvendo lapsos de memória enquanto o quadro clínico durar…

Puxa! São tantas possibilidades para uma demência aparecer…

Ampliando nossa visão, se meu pai ou minha mãe tiveram Alzheimer não significa que eu também terei, pois há outros fatores além da genética envolvidos na causa e a causa ainda não está definida. Sendo assim, por não conhecermos a causa do Alzheimer, como prevenir? Mas podemos, ao menos por enquanto, preservar ao máximo nossas habilidades, conjugando estilo de vida e alimentação saudáveis.

Há uma fala que também acho engraçada: “estou com meus 80 anos e graças a Deus estou bem de saúde, pois tenho pavor de ficar com Alzheimer”. Daí eu costumo brincar: “e ter câncer, você não tem medo não? Ter um derrame, uma pneumonia, um acidente… por que tem medo só de Alzheimer?”.

Estes são questionamentos que ainda ouvimos muito, principalmente de pessoas que estão próximas da terceira idade. Parece que de repente nossos pensamentos ficam tomados da consciência do tipo “o que será de mim daqui a pouco?” E então começamos a perguntar sobre coisas que se relacionam com a vida que se tem entre “a vida e a morte”.

O medo do sofrimento da dependência, de não ser cuidado, de não poder desfrutar da vida como acha que se deve desfrutar é o que nos assombra de fato no Alzheimer, mas as outras demências não ficam nem um pouco atrás. E então? Também ficarei preocupado com cada uma delas? Mas daí terei que viver em função dos compêndios de saúde, das inúmeras pesquisas que saem a cada dia, do marketing dos medicamentos, da tensão de ter ou não um acidente, de ficar ou não demente. Enquanto isso… minha qualidade de vida vai declinando, o tempo vai passando e eu vou perdendo tanta coisa construtiva e prazerosa.

Nossa condição humana nos deixa expostos a milhares de situações que podem nos prejudicar ou nos fazer felizes. Mas não devemos entregar a responsabilidade à condição humana, uma vez que a atenção em se viver e realizar escolhas é do ser humano, o protagonista da vida!

Não é engraçado vivermos com medo de ter alguma doença exclusivamente, como se somente aquela doença existisse?

O que podemos fazer para “se ver livre de alguma demência” é cuidar da saúde geral, ter um pouquinho mais de conhecimento sobre as doenças que nos amedrontam e fazer as coisas certas, pois são as coisas certas que nos fazem felizes.

Sendo assim, entendo que dentre tais situações várias são impostas e várias surgem de surpresa, mas, várias podem ser escolhidas por nós mesmos. Então… que tal escolhermos viver uma terceira idade leve? Feliz? Despreocupada com o que virá ao “usar o tempo no presente”, com “o que se tem e o que se é”?

Uma feliz idade pra todos nós!

Fonte: http://www.aterceiraidade.com

 

 

 

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